Outrora terceira força do futebol cearense, dono de dez títulos estaduais e várias outras conquistas de menor porte, o Ferroviário vive um momento sério e preocupante. Lanterna do Cearense 2011 (ainda faltam duas rodadas para o término do primeiro turno), o Tubarão da Barra, como é conhecido pelos seus torcedores, corre grave risco de rebaixamento, o que seria uma mancha negra em uma história tão gloriosa e bonita, que já se aproxima dos 80 anos de vida.
O último título cearense foi conquistado em 1995, com o bicampeonato. De lá pra cá, são derrotas e campanhas vexatórias. Aos poucos, o Ferrim foi perdendo seu posto de terceira força para times do interior, que conseguiram se organizar melhor, adotar uma postura mais profissional e ganharam espaço no território cearense e nacional. Primeiro, foi o Icasa, de Juazeiro, que disputou o título cearense em alguns anos desta década e, hoje, disputa a segunda divisão do futebol brasileiro.
Seguindo os passos do Verdão do Cariri, temos o Guarany de Sobral, vice campeão do primeiro turno do Campeonato 2010 e campeão da Quarta Divisão nacional, primeiro time cearense a conquistar um título nacional. Para este ano, o Cacique do Vale vai disputar a terceirona juntamente com o Fortaleza. Enquanto isso, o Ferroviário luta para sobreviver no Cearense, vendo cada mais longe as competições nacionais.
O Tricolor da Barra do Ceará é o único clube da capital com estádio próprio, a Vila Olímpica Elzir Cabral (somente este ano, o Fortaleza começou a mandar seus jogos no seu estádio, no Pici). No entanto, o patrimônio próprio e uma torcida fiel não são suficientes para que seus dirigentes formem times competitivos e vencedores. Para este ano, foi acertada uma parceria com um Grupo Gestor, liderado pelo ex-jogador Mirandinha, que encheu o clube com jogadores medíocres, deixando o time na posição que ocupa. As categoria de base, que já formaram Jardel, Nasa, Iarley e tantos outros foram esquecidas e o clube não forma mais ninguém.
A crise administrativa, que também afeta Ceará e Fortaleza, vem destruindo um dos gigantes do futebol cearense. América, Calouros do Ar, Tiradentes, times tradicionais da capital já acabaram ou estão em vias de acabar. O Ferroviário anda a passos largos para este mesmo fim. O rebaixamento seria trágico. O futebol cearense precisa do Clássico Vovô (Ceará x Ferroviário) e do Clássico das Cores (Fortaleza x Ferroviário).
Legenda: Tutuba, mascote do Ferroviário
Fonte: http://www.ferrao.com.br
17 de fev. de 2011
16 de fev. de 2011
Horizonte faz bonito e vence na estréia
Não vi o jogo e, portanto, não posso escrever sobre ele. O resultado foi maravilhoso para o Horizonte, que fica muito perto de conseguir a vaga para a segunda rodada. Um feito honroso para uma equipe tão nova e estreante na competição. Parabéns. O texto, a seguir, é do Portal Verdes Mares.
O Horizonte debutou na Copa do Brasil em grande estilo. O Galo do Tabuleiro recebeu o Asa, no Domingão, e venceu o duelo por 3 a 1.
Os gols da equipe comandada pelo técnico interino Roberto Carlos foram marcados por: Júnior Cearense, Siloé e Lúcio Maranhão. Didira descontou para a equipe de Arapiraca.
O resultado deixa o Horizonte com a vantagem do empate, além de poder perder por até um gol de diferença. Uma vitória por 2 a 0 garante o Asa na próxima fase.
O Horizonte debutou na Copa do Brasil em grande estilo. O Galo do Tabuleiro recebeu o Asa, no Domingão, e venceu o duelo por 3 a 1.
Os gols da equipe comandada pelo técnico interino Roberto Carlos foram marcados por: Júnior Cearense, Siloé e Lúcio Maranhão. Didira descontou para a equipe de Arapiraca.
O resultado deixa o Horizonte com a vantagem do empate, além de poder perder por até um gol de diferença. Uma vitória por 2 a 0 garante o Asa na próxima fase.
Fortaleza perde de maneira preocupante
Fast e Fortaleza fizeram um jogo horroroso. Escrevi essa frase dez minutos antes do final do jogo. Cinco minutos depois, o Fast Clube fez o segundo gol, fechando o placar em 2x0. O Fast é um time altamente limitado, que acertou dois cruzamentos para a área e fez seus gols. Mais nada. Muita correria, disposição nas divididas e só. Já o Fortaleza, nem isso. Mal escalado pelo técnico Flávio Araújo, que improvisou Bismarck na lateral direita e deixou o titular Roniery no banco a partida inteira, o time não conseguiu se achar em momento algum, não deu um chute a gol e nem cruzamentos conseguia fazer certo. Foi um bando correndo a esmo, sem levar perigo algum ao goleiro amazonense.
Flávio Araújo saiu do intervalo, reclamando que a equipe só jogava pelo meio e não pelas laterais. Ora, na direita não tinha ninguém e, na esquerda, Guto jogava sozinho. Nem Luciano Henrique, nem Tatu e muito menos o limitado Maiquel se aproximava para ajudá-lo. O jeito era cruzar da intermediária e seja o que Deus quiser. Mesmo assim, a única chance de gol do Fortaleza saiu de um cruzamento de Guto, que Tatu cabeceou e o goleiro fez uma grande defesa. Maiquel não viu a bola. Esse rapaz não pode ser titular. Esteve perdido hoje como esteve em todos os jogos em que atuou. No entanto, a preocupação maior é Luciano Henrique, o camisa dez e capitão da equipe. Ainda não vi uma partida em que ele justificasse sua escalação. Não cria, não marca nem chuta a gol.
O Fast abriu o placar com Clailson aos 14 minutos, de cabeça, após escanteio da esquerda. O segundo gol foi quase idêntico. O mesmo Clailson cabeceou em novo escanteio, agora pela direita, aos 38 do segundo tempo. Em ambos, os três zagueiros do Fortaleza ficaram olhando. Fora isso, o Fast se limitou a marcar e correr. O Fortaleza, engessado com três zagueiros, dois volantes que não sabem o que fazer com a bola nos pés e Bismarck, o melhor do time, improvisado na lateral direita, não andou em campo. As jogadas só saíam pela esquerda e sem perigo.
Aos dez do segundo tempo, Flávio Araújo começou a corrigir as bobagens da sua escalação. Tirou Leandro e colocou Marcos Paulo, mais experiente e com um pouco mais de intimidade com a bola. Aos 14, saiu o bisonho Maiquel e entrou Reginaldo Júnior, mais arisco e habilidoso. Na direita, no entanto, Gilmak fazia o que podia, mas não é a dele. O time até tentou mais jogadas por ali, mas não evoluía por absoluta falta de um especialista. Aos 31, saiu o apagado Luciano Henrique e entrou Cleiton. Nenhuma das mudanças fez efeito. O time foi apático a partida inteira, sem jogadas ofensivas, sem chutes de fora da área, péssimos cruzamentos. Atuação preocupante para quem pretende ser pentacampeão cearense e enfrentar o Flamengo na próxima rodada da Copa do Brasil. O time, agora, precisa fazer 3x0 no jogo de volta se quiser continuar em frente. Mas, precisa mais ainda escalar um lateral direito, tirar do time o Maiquel e avisar ao Luciano Henrique que a temporada já começou.
Veja os gols da partida.
Flávio Araújo saiu do intervalo, reclamando que a equipe só jogava pelo meio e não pelas laterais. Ora, na direita não tinha ninguém e, na esquerda, Guto jogava sozinho. Nem Luciano Henrique, nem Tatu e muito menos o limitado Maiquel se aproximava para ajudá-lo. O jeito era cruzar da intermediária e seja o que Deus quiser. Mesmo assim, a única chance de gol do Fortaleza saiu de um cruzamento de Guto, que Tatu cabeceou e o goleiro fez uma grande defesa. Maiquel não viu a bola. Esse rapaz não pode ser titular. Esteve perdido hoje como esteve em todos os jogos em que atuou. No entanto, a preocupação maior é Luciano Henrique, o camisa dez e capitão da equipe. Ainda não vi uma partida em que ele justificasse sua escalação. Não cria, não marca nem chuta a gol.
O Fast abriu o placar com Clailson aos 14 minutos, de cabeça, após escanteio da esquerda. O segundo gol foi quase idêntico. O mesmo Clailson cabeceou em novo escanteio, agora pela direita, aos 38 do segundo tempo. Em ambos, os três zagueiros do Fortaleza ficaram olhando. Fora isso, o Fast se limitou a marcar e correr. O Fortaleza, engessado com três zagueiros, dois volantes que não sabem o que fazer com a bola nos pés e Bismarck, o melhor do time, improvisado na lateral direita, não andou em campo. As jogadas só saíam pela esquerda e sem perigo.
Aos dez do segundo tempo, Flávio Araújo começou a corrigir as bobagens da sua escalação. Tirou Leandro e colocou Marcos Paulo, mais experiente e com um pouco mais de intimidade com a bola. Aos 14, saiu o bisonho Maiquel e entrou Reginaldo Júnior, mais arisco e habilidoso. Na direita, no entanto, Gilmak fazia o que podia, mas não é a dele. O time até tentou mais jogadas por ali, mas não evoluía por absoluta falta de um especialista. Aos 31, saiu o apagado Luciano Henrique e entrou Cleiton. Nenhuma das mudanças fez efeito. O time foi apático a partida inteira, sem jogadas ofensivas, sem chutes de fora da área, péssimos cruzamentos. Atuação preocupante para quem pretende ser pentacampeão cearense e enfrentar o Flamengo na próxima rodada da Copa do Brasil. O time, agora, precisa fazer 3x0 no jogo de volta se quiser continuar em frente. Mas, precisa mais ainda escalar um lateral direito, tirar do time o Maiquel e avisar ao Luciano Henrique que a temporada já começou.
Veja os gols da partida.
Fortaleza estréia na Copa do Brasil
O Fortaleza enfrenta, esta noite, o Fast Clube, de Manaus, na sua estréia da Copa do Brasil 2011. O time vai embalado pela goleada de 5x0 sobre o Crato no último domingo, dando mostras que está se aproximando da sua melhor forma física, técnica e tática. O vencedor desse confronto irá enfrentar, na próxima rodada, provavelmente o Flamengo. Minha preocupação é a opção de Flávio Araújo em colocar Bismarck na lateral direita, no lugar do titular Roniery. Ele tem sido o melhor jogador da equipe no Campeonato Cearense, na posição de meio armador. Tirá-lo dali pode ser perigoso, especialmente porque o meio vai ser formado por Ricardo Baiano, Leandro (dois cegos com a bola no pé) e Luciano Henrique, que ainda não disse a que veio este ano. O time vai de Fabiano; Plínio, Gilmak e Meneses; Bismarck, Ricardo Baiano, Leandro e Luciano Henrique; Tatu e Maiquel.
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